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Sozinho e sozinhos Frequentemente vemos críticas aos que dão risada e até mesmo aos que falam sozinho.Dizem que quem ri e fala sozinho é, na verdade, um louco. São críticas muitas vezes descabidas, porque tudo às vezes não passa de um equívoco causado por uma falta de análise aprofundada de quem critica os sozinhos da vida. Para começar, há um eterno combate contra os que não se socializam.Queria começar falando sobre o coneito de solteiro e caso.Quem é solteir, é porque é solto na vida? Não consta no dicionário Houaiss, é certo, na etmologia, que solteiro advenha de tal entendimento. Mas não dá a entender? O emprego da palavra poderá constranger quem é solteiro, e ao mesmo tempo, seja solitário e caseiro, o que contradiria a palavra solteiro. Agora, vejamos, quem é casado já tem uma denominação mais moderada.São os que vivem em casa e para a casa? Será? Não apostaria nesta ideia, nos dias de hoje, porque os casais não têm mais aquela formação conservadora de antigamente. Há, inclusive, muitos solteiros mais dedicados ao lar que muitos casados. Outra ideia errada, que deve ser rebatida, é a crítica aos que riem e falam sozinhos. Proponho a seguinte análise para rebater o tema. O ser humano se difere dos demais animais pela sua capacidade de pensar. Para começar, temos memória. Quem não se lembra de algo extraordinário que lhe aconteceu há algum tempo, e que venha à memória agora?As pessoas, por impluso, começam a rir, motivadas pela reação ao se lembrarem, é uma coisa guardada no pensamento. Creio que os que dizem que alguém é louco porque ri sozinho não analisou profundamente o caso. São expressões, que na certa, perduram há anos, e armazenam tal concepção sem rebatê-la, não analisando a questão, mas verbalizando-na. A questão de a pessoa rir sozinha é outra análise pouco aprofundada pelos críticos da "loucura". É, também, simples rebatê-la.Trata-se de uma situação social. As pessoas, desde que evoluíram, vivem em grupos. Todo mundo necessita do convívio social para conversar, enfim, expor suas ideias e escutá-las. A falta de socialização seria uma das cusas porque algumas pessoas acham estranho outras rirem e falarem sozinhas? Na verdade, fazemos quase tudo em grupo, reunidos, para participar de acontecimentos ocorridos conosco, porque faz parte da comunicação em sociedade. Aos solitários, que vivem recolhidos, minha compreensão. Falar sozinho é um momento de paz individual.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 13h04
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A TV emburrece A televisão é o meio de comunicação mais sintético. Trata das coisas de uma forma pouco conveniente para uma sociedade esclarecida. Na verdade, quem se informa somente através da televisão, fica alienado, mentecapta e outro qualquer sinônimo que torne o telespectador passível de influências. Analisando algumas programações da TV aberta, posso chega à conclusão: domingo é o dia do atentado para uma submissão de massa, uma exploração aos alienados. A questão vai além de gostos, passando a ser questões culturais, um assunto complexo que gera divergências. Mas se fôssemos só tratar da televisão como meio que se adequa de acordo com a opção cultural de nós, brasileiros, podemos chegar à conclusão de que possuímos um lixo cultural a ser combatido. Programas que expressam gostos das pessoas, é o esboço real de nossa cultura ou somos submetidos ao gosto imposto pela tevê numa sociedade democrática? Programas educativos andam em baixa em canais abertos. A TV brasileira preconiza a inacessibilidade do público a estes programas exibindo em horários impróprios, quase ao amanhecer, gerando uma audiência de baixíssimo alcance.Terá uma emissora a pretensão de se preocupar com a formação do público, exibindo uma programação cultural inacessível? É evidente que muitos canais de TV aberta no Brasil não preocupam com a formação intelectual do telespectador brasileiro.O horário nobre de muitas emissoras é distribuido com programações que estimulam a aberração cultural, que ao contagiar as pessoas, tornará um ciclo de degradação intelectual cada vez maior.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 14h05
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O cidadão é um pária Na hierarquia social, o cidadão é tratado, no final de contas, como um estrume. É o pária de uma pátria de vários donos. Deveríamos ser tratados com direito a um tapete vermelho, ao invés de tamanhas humilhações sofridas neste Brasil afora. Somos excluídos de quaisquer interesses que represente a vontade parlamentar, somos incapacitados de exigir nossos diretos, não nos rebelamos, porque somos os bons patrões de nossos subalternos. O cidadão é a verdadeira autoridade, só que ele não se dá conta disto, ou porque nós não queremos? Quem emprega os representantes no poder e paga seus dissídios somos nós, a cada quatro anos. O povo brasileiro é daqueles empregados desleixados que não se lembra em quem votou na última eleição. Seria o mesmo que o patrão não saber o nome dos funcionários em sua empresa. Podemos pensar em um país do futuro com uma população que ignore quem enxerta no poder? Será que fazemos jus ao que está escrito na bandeira, ou estamos bagunçando o progresso e desordenando nosso país? Isto é um caos, este é o nome distópico que nem precisa ser escrito em lugar algum, porque carregamos diariamente. Na verdade, somos desacatados diariamente. Desacato à autoridade há, e não é somente com o agente de Estado ou qualquer outra autoridade. Madrugar em filas do Sistema Único de Saúde, estar em leitos improvisados, agonizando por uma espera de atendimento, hospitais superlotados, burocracias para um transplante de órgão, não seriam alguns exemplos de desrespeito ao cidadão? Um civil, mas com autoridade de dar voz ao poder, ir às ruas e pedir a cabeça do governo, de ser um dissidente nos momentos de repulsa e não ignorar fatos. Só estamos um pouco acima da época do voto cabresto. A diferença é que nós “empregamos” aqueles que, com todo o direito do cidadão, poderíamos demiti-los por justa causa. Não estamos muito separados politicamente do tempo do coronelismo, porque ainda há, só que em novas versões. Do coronelismo surgiu o nepotismo, ambos empregados de forma um pouco diferente, mas no fundo nada mudou. O Brasil é governado por uma distopia chamada caos que, ao contrário da utopia, a distopia conceitua o cotidiano atual de uma civilização, sem viés utópico. Precisaremos de um caos distópico para acordarmos de uma utopia estampada na bandeira?
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 23h38
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