Queria um português facultativo A tão polêmica reforma ortográfica deveria ser banida. Aliás, queria que mais da metade das regras da língua portuguesa fossem banidas. Regra em excesso causa chatice. Tinha que existir uma vanguarda no Brasil, em defesa do português usual. Não da linguagem desencontrada entre uns, e conhecida por outros. Deveria ter o Movimento Pró Novo Português, que não causasse utopia, mas sim um sentimento de ideal. Pena. Nós, brasileiros, não temos esse sentimento de cooperativismo unificador de norte a sul. A gente cai em resignação, e ficamos calados. O português se estivesse nas mãos dos anarquistas, já estaria mudado e vulgarizado há muito tempo. Mais uma razão para os anarquistas, aderirem a uma causa estudantil pouco respeitada: viva um novo português! Vamos banir da lista os hífens, e coloquemos o seu emprego facultativo. Aí, ninguém mais se ferra nos concursos públicos. Crase para quê? Ir à casa de só causa confusão. O português deveria ser escrito como se escreve. Adeus mesóclise, ênclise próclise. Para qual motivo a distinção de pronúncias abertas e fechadas? Só para uns corrigirem aos outros? Mudemos nosso jeito de falar. Deveríamos sindicalizar a Língua Portuguesa. Soltemos a panfletagem às ruas e aderiremos o povo a uma única causa: Viva um novo português! Viva!... Fora o desencontro gramatical.. Fora! Quisera eu que tivéssemos tal espírito revolucionário, mas não passará de utopia, eu sei, porque a maldita formalidade excludente sempre predominou em toda parte. Todos nós entendemos a forma de transmissão de uma ideia, basta falar português claro. Formalidade só estraga, deixa de fora espíritos restauradores, aqueles que têm a vontade de mudar as coisas. O português revolucionário poderia ser inspirador de um novo movimento que trouxesse à tona sentimentos de nostalgia. Mudar os verbetes, a regra ortográfica, tudo isso geraria uma inspiração musical, artística, intelectual e viva um novo Brasil. Queria um novo Brasil que não causasse constrangimento gramatical às pessoas, ao conjugarem mal, sem querer, um verbo. Para que doze formas de conjugar o verbo? Bastasse só uma, que seria a nossa vontade de conjugá-los ou não, aí ninguém zombaria de ninguém, não causaria constrangimento, porque o Português seria unificado de vez.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 20h29
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