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Brasileiro lê, sim, mas pouco

Pesquisa do Instituto Pró-livro diz que brasileiro lê, em média, 4,7 livros ao ano. Achei isso o cúmulo do tentado contra o desenvolvimento intelectual. Lê-se insuficientemente, menos de cinco livros ao ano. Os sulistas leem um pouco mais, 5,5 livros ao ano, enquanto os nortistas leem 3,9 livros. Ler quatro livros por ano deve ser normal para um brasileiro. Mas não deve ser normal deixar de ir a um final de semana nas boates, tomar cervejinhas com amigos, ir aos estádios de futebol. É abaixo média morar no Rio de Janeiro e não visitar o Maracanã. Ser brasileiro com baixo índice de leituras virou um hábito.

Poderia culpar as editoras por lançarem livros com preços inacessíveis ao bolso do leitor; poderia, ainda, atribuir a falta de tempo, como justificativa para o pouco hábito. Mas estaremos, apenas, usando subterfúgios para dizermos que não há o hábito de leitura entre os brasileiros, porque é próprio do nosso país. Se formos analisar as bibliotecas públicas, há pelo menos um variado estoque de livros de grandes renomes nacionais em mundiais. Editoras lançam, a pesar de pouco convencionais, livros de bolso, cujo preço não cabe nem um pouco no bolso do leitor.

Eis outro ponto de vista a ser discutido: a quantidade e qualidade dos livros lidos.   Não bastasse a baixa leitura de livros, os temas, muitas vezes preferidos do público brasileiro, são livros de Paulo Coelho, auto-ajuda, espírita entre outros. Devo confessar que minha leitura é cética. Minha análise parte da experiência de tentar descobrir o mundo, através de hipóteses que conceituem o que há ao redor de nós, na questão mais íntima do espírito- essencial leitura de filosofia; maneira de pensar de outros povos, através de romances que retratem a vida campesina, turbulenta, monótona, romântica- através da literatura; entender o desenvolvimento dos povos e como eles tiveram que se adaptar ao meio, interferindo no ambiente com suas organizações sociais, pensando no progresso- sociologia.

Nós deveríamos expandir temas de leitura para debatermos conceitos importantíssimos para a formação do homem. Partir de questões humanísticas e sociais, artísticas e ficções, para não nos reduzirmos sempre a uma única questão.



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 12h11
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