Fonte Dinâmica- opinião, reportagens, notícias.


      Contradições atuais
   O homem é o guru moderno da contradição. Tem o talento para dizer coisas e fazer outras, totalmente diferentes daquilo que propôs. “Pois é o caso daquele pensamento: “não sei se estarei vivo amanhã, portanto vivo ao máximo hoje”; ou então: ‘Um dia você vai envelhecer, todo mundo envelhece”. “Tem outro pensamento: o homem de todos os animais, o homem é o único ser racional”.
   Na verdade, o primeiro dito pode ser entendido como algo que não podemos prever o dia de amanhã. Na concepção filosófica, o amanhã não existe, porque nós vivenciamos somente o presente. Não temos o poder de prever e tampouco modificar as coisas para afirmarmos com convicção que manhã seremos iguais aos que somos hoje. Já aquilo a questão do envelhecimento, isto é mais um meio otimista de encarar a vida. Otimista no sentido duplo da questão: envelhecer é uma questão de vitalidade, a prova de que a vida pode encarar situações difíceis do dia-a-dia. O envelhecimento é a prova de que o homem é capaz de lidar com problemas adversos à sua existência. Isto pode ser um contraponto às pessoas vaidosas que, a custo de qualquer coisa, não aceitam admitirem a idade que têm, recorrendo às plásticas.
   Apenas por termos um cérebro desenvolvido em relação a qualquer outra espécie, que nos dá condições de resolver problemas, taxamo-nos de seres racionais. Ótimo. O homem pensa, descobre, inventa, cura, progride intelectualmente. Mas também mata, sente inveja, é também mau, age muitas vezes por instinto, comete atos impensáveis. O ciúmes é a prova de que o instinto irracional é capaz de agirmos sem pensar, como se fôssemos Neandertais sem motivos  em tempos de revoluções e mais revoluções.



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 17h39
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     Estilos de vida
   Existem conflitos sobre estilos de vida. Tudo em nome de como cada pessoa quer viver. É muito difundido um conceito, uma filosofia de vida que diz o seguinte: “viva cada momento como se fosse o último”. Confesso que não me encaixo neste quadro, neste grupo de pessoas, até porque minha tranqüilidade não permite este tipo de coisa. É algo natural de minha pessoa. Mas há pessoas, ao argumentarem que não sabem o dia de amanhã, procuram viver com intensidade o momento de agora. Não bastasse, essas mesmas pessoas optam por conceituarem vidas alheias de pacatas, porque não admitem rotinas caseiras, solitárias, com serenidades que muitas vezes é a marca registrada de diversas personalidades.
  Há um abismo tremendo entre dois grupos de pessoas: as que se dizem aproveitar a vida como se fosse cada momento o último, e outro daquelas que preferem viver reservadamente, num costume tranqüilo, trancadas em seus lares. Este grupo é frequentemente atacado pelo outro de anti-social, sem amigos, que por não aproveitarem a vida de acordo com seus meios, como se um grupo ditasse o modo de vida do outro. Existem conflitos de estilos de vidas.  Não vejo, de forma espontânea, ao menos, o grupo atacado, aquele dos confinados em seus lares, dizerem que os festeiros e os mais abertos socialmente estejam levando sua vida de forma errada.
  O que existe, na verdade, são sobreposições de certos estilos de vida. Acho isto errado. Ninguém pode dizer que um indivíduo não aproveita a vida. Para começar, devemos entender o estilo de vida de cada ser. Tem aqueles mais reservados, que procuram na calada da noite ou na serenidade de sua vida o momento para ficarem em tranquilidade. Usam muito da literatura e a música para ficarem em paz, ou até mesmo refletindo sobre sua própria vida. Estas pessoas que simpatizam com tal rotina, preferem esta àquela outra forma de viver da agitação rotineira, não necessariamente festeiras, mas daquelas mais agitadas.
  Grandes personalidades da história universal eram reservadas. René Descartes adorava ficar em casa, calculando e escrevendo, estudando geometria, horas e horas por dia. Havia naquela época, na Europa, grandes grupos boêmios. Mas Descartes optou pela vida solitária, assim como Shopenhauer, e também como Auguste Comte e tantos outros. Não quero dizer que estas pessoas sejam mais intelectualizadas que as demais, por viverem em seus recantos. Solidão não é sinônimo de inteligência e cultura. Depende da forma como esta solidão é encarada por quem a vive. Assim são os estilos de vida. Se as pessoas estão num regime democrático, em paz espiritual com as demais, e aderem a tal estilo de vida, quem é quem para afirmar qual rotina é a correta?



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 17h29
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  Peixes de uma mesma rede
  Somos peixes em uma mesma rede. Será que continuaremos sendo? Jamais escolheremos qual rede iremos cair? Pode haver uma variedade de redes, de inúmeras cores, tamanhos, formatos, enfim, mas se um único peixe cair naquela primeira rede, os demais sempre cairão na mesma. E estou preocupado com isto. Somos os peixes globalizados de uma mesma rede. E esta rede sempre tenderá a crescer, e jamais diminuir.
   Somos isso, porque, na verdade, o mundo digital dita às regras do jogo. A este mundo chamaremos de pescador, às tecnologias de armadilhas, e às iscas, ou peixes, nós. Foi-se o tempo dos dissidentes, aqueles que de diferenciavam por algo por se oporem a certas normas. Estes críticos não existem mais, estão extintos. Por quê? Porque morreram na fantasia. Não necessariamente morreram de corpo e alma, mas morreram de um propósito. Quem se animaria a se opor ao mundo que todos imitam. “Sai pra lá, louco”, diriam os críticos. Nós temos que se habituar ao mundo e não o mundo a nós. Sabe por que disto? Porque não somos ilhados, não somos esquimós, não somos aborígenes selvagens, somos pessoas civilizadas, a princípio, no qual estamos presas na rede dos pescadores, ou melhor, dizer, de imperadores. Quem se opor a uma novidade, corre o risco, de no mínimo, ser taxado de louco.
  A sociedade hipodérmica, termo empregado na comunicação, diz que todos nós somos seres passivos de receber informações e influências sem uma análise prévia. Em contraposição, surgiu mais tarde outra teoria, chamada de Teoria empírica ou dos efeitos limitados, no qual afirma que nem tudo o que recebemos de informação da mídia nos influenciará, por sermos mais críticos.
  Creio que retrocedemos, mas queria eu estar errado. São ilhados os diferenciados, aqueles que rebatem, não por serem do contra, mas por se sentirem livres a dizer: desta água jamais beberei!
  Somos uma alcateia, somos presas em uma teia de aranha ou somos os seres racionais de Jean_ Jacques Rosseau? No século XXI parece que estamos voltados mais a uma mesma cadeia de seguidores de do que antigamente, onde se perseguia os dissidentes. Não queria comparar este quadro, acho anti-histórico. Mas há solução para isto?
 Será que a sociedade virtual vai virar as costas ao senso crítico? As pessoas têm condições, mais do que antes, de reverterem tal quadro. Da Idade das Trevas, passamos ao Renascentismo. E olha que passo! Pretendemos regressar, e cantar músicas, muitas vezes ocas de temática, ao invés de analisarmos o que nos melhor convém? Continuaremos chamando os estadunidienses de americanos, sendo que nós mesmos somos americanos?



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 20h54
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      Cuidado com as generalizações
  Quem já não ouviu aquela famosa frase: “tudo que é demais faz mal?”. De fato, comer de mais, engorda, o que faz mal à saúde; tomar água demais também. Sem dizer, então, de obsessões que são consideradas por natureza doentias. Na verdade, o mal é, na suma das vezes, acompanhado pelo excesso. Hoje em dia, ser bom demais é uma coisa ruim. Mas esta afirmação, de que tudo que é demais faz mal, é uma verdade de razão ou uma verdade de fato?
Ora, sabemos que verdades de razão compreende tudo aquilo é o que é porque deve ser de uma maneira e não de outra. Já a verdade de fato diz ao contrário, que pode ser tanto desta maneira como de outra. Levando-se em consideração essas duas verdades, em qual se encaixaria melhor a expressão: ”tudo que é demais faz mal?”
Pecamos por sermos eternos generalizadores. Na verdade, em questão, certas coisas demais, de forma aficcionada, deveriam ser encaradas com encanto e admiração, e não como doentio ou algo que faça mal a si e aos outros. Um exemplo clássico disso, são os devoradores de livros. Toda pessoa que le um livro ao dia estaria encaixada neste mal excessivo? Será que sua cultura abundante, e ao mesmo tempo diversificada, faria mal a si mesma e à sociedade? Admiro quem tem o hábito intelectual de ler entre cinco e sete horas por dia um livro, e entender sobre literatura, cosmologia, origem da vida, processos físicos, estudo do homem e da sociedade, além de geopolítica, entre outros temas. Formidável é saber que há gente, nesta correria desvairada do mundo moderno que nos aprisiona, que tenha hábitos eruditos de entender as coisas, muitas vezes sem sair de casa.
  Estas pessoas, já há algum tempo, são taxadas de anti-sociais. Isto porque elas, muitas vezes, dispensam algum convívio com próximos por estar fazendo outras coisas, como devorando As ilusões perdidas de Balzac, O Universo Em Uma casca de Noz, de Stephen Haweking, Bilhões de Bilhões de Carl Sagan. Ainda quando estão reunidas, muitas destas pessoas são psicologicamente isoladas de uma rodinha de discussão futebolística ou qualquer coisa sem importância, e ao mesmo tempo propõe conversar assuntos para si agradáveis e interessantes, que para os outros é algo descartável.
  Pessoas de intelectualidade ímpar, que vivem lendo obras e mais obras semanalmente, não condizem ao grupo de tudo que é demais faz mal. Cultura demais nunca fez mal a ninguém, pelo contrário. 
Além do mais, acho o termo anti-social excludente. A cultura contagia as pessoas. Sabê-la transmitir, de forma simples e sem complicações, mais ainda. Quem le com verocidade tremenda, sente uma sensação de transmitir aquele algo que aprendeu para os outros. Quanto mais este círculo cultural se propaga, mais adeptos irá ter. Quem irá ganhar serão todos.



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 12h03
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     O problema dos extremos
  Nada é justo no mundo. Existem os gordos, os magros, os ricos, os pobres, os felizes e infelizes, e por aí vai. Temos extremos, temos problemas. Não que extremo seja  um problema, até porque necessitamos de extremos para sobrevier. Precisamos do líquido da água do sólido do pão e do gasoso do ar. Se os extremos se baseassem apenas nisto, seria uma maravilha. Mas pensar assim é reviver nos tempos das cavernas. Mas estamos, para não dizer todas as façanhas do homem, num posto avançadíssimo para nos preocuparmos somente com os quatro elementos primordiais. Seria viver só para si num mundo em que se inventa até aeromodelos de aviões detonadores inteligentes. O problema é que os extremos evoluíram, e parece que não existe mais solução e tudo tende a piorar. A globalização agravou a situação, tornando a balança cada vez mais injusta.
   A solução? Teorias existem; ideias para um mundo melhor é o que não faltam. Em termos nacionais, temos traçados dez metas avançadíssimas para combater a violência. A copa do mundo e as olimpíadas estão se aproximando, e esperemos que isto seja um bom pretexto para colocar em prática as boas ideias. 
   Infelizmente, a injustiça está cada vez mais comum. Proporcionalmente, enquanto a carga tributária aumenta cada vez mais para o contribuinte brasileiro, os serviços públicos dos setores de segurança, saúde e educação ficam cada vez mais deficitários.
   Fins às utopias! Temos que entender o mundo como uma distopia, que é a realidade em que nós vivemos atualmente. Assim, compreenderemos melhor o mundo que nos rodeia do que ficarmos num conto de fadas que não sai do papel. 



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 22h19
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  Agradecimento

Há cerca de um ano, nascia algo que na verdade sempre gostei, e no qual não vivo sem. Escrever. Para mim, é um privilégio poder compartilhar com visitantes assíduos algo que eu gosto de transmitir às pessoas- comunicação.Num total de 1.725 visitas, fico surpreso com o tamanho acesso que tenho recebido no Fonte Dinâmica, levando em conta o a baixíssima propaganda que tem sido feita.

 Seria gratificante poder compartilhar com todos os leitores suas opiniões. Para tanto, gostaria que cada leitor expusesse seus comentários, a fim de poder conhecer um pouco mais deste público tão dinâmico.

 MUITO OBRIGADO A TODOS!



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 01h07
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    Por uma filosofia diária

 Negar o passado deve soar como um palavrão nos ouvidos de um filósofo ou qualquer outro simpatizante.  Mas é algo um tanto mais aterrorizante filosofarmos sem sabermos que estamos filosofando. Isto acontece na filosofia diária. Desde quando acordamos e dizemos que o dia está bonito, esta ideia não vem do nada. Se exclamo: “Que dia bonito!”. Sei que é bonito porque tem sol, o céu está azul, nuvens e pássaros enfeitam a paisagem, é porque eu já tenho o conceito de beleza formada em minha cabeça. Isto chamamos de sabedoria inata. Já ascemos com isto.

 Mas na pressa do dia-a-dia, podemos formular uma episteme- ciência que estuda o conhecimento, do que averiguamos ao nosso redor?

 Afinal, temos tempo para filosofarmos? De praxe, a resposta de muitos: Para que filosofia?

 Esta pergunta é tão impactante, algo que gera um rebuliço em nossa mente para perguntarmos a nós mesmos: filosofamos para aprendermos o que é a vida e o seu sentidos, o que nos cerca para não ficarmos indiferentes ao que nos rodeia.

 A filosofia traz-nos respostas para questões simples, no entanto, inquestionáveis, muitas vezes. O simples fato de bebermos água, já é um filosafar. Porque sei que se não beber,terei sede?

 Porque ao beber estarei repondo o líquido perdido, porque o corpo necessita de água e começamos a sentir sede, e se não bebermos, ela ficará mais profunda, necessitarei, portanto, de mais líquido, até saciar a sede.  Na verdade, quando bebemos água queremos bebê-la, mas dificilmente refletimos sobre o nosso ato de beber água.

Diferentemente do que muitos pensam, filosofia não é algo inalcançável, onde somente reflexões profundas servem de suporte a este meio. Não. Podemos filosofar sobre nossos gostos, o ato de gostar já está em nossa mente, formado no nosso meio inato. Refletir sobre gostar isso ou daquilo já é uma filofia diária, que cabe a nós refletirmos.

 Porque berramos quando vibramos e nosso coração acelera?

 Sabemos, pois, que a filosofia est[a intimamente ligadaa este fator, que se refere à emoção, nervosismo, tensão etc. Mas na hora de comemorarmos o gol, não nos preocupamos em entrar nesta questão, apenas queremos vibrar.

Há, também, a pergunta que mistura crenças, mitos e o próprio pensar filosófico entram em xeque: Daonde viemos? Para onde vamos? Como tudo iniciou?

 Precisamos filosofar.

 



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 09h30
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      As aparências enganam?

   Desde cedo, aprendemos uma antiga premissa, a de que as aparências enganam. Assim, julgar uma pessoa sem previamente conhecê-la, torna-se algo perigoso, parcial e enganoso. Há essa ideia. Porém, podemos perceber que este ditado nao está totalmente coberto de razão. Claro, excessões existem, ao vermos uma pessoa de espírito incomodado, mal-humorado, logo evitamos qualquer diálogo, porque sabemos que aquele sujeito não está no melhor de seus dias. A aparência ajuda neste sentido, mas é seguro confiar totalmente nela?

   O negro é objeto de hostilidade em qualquer época da sociedade, rememora lutas raciais com exemplos clássicos de Matin Luther King em suas incansáveis lutas raciais, sem falar então de Nelson Mandela, etc.

   Os negros têm os mesmos direitos civis dos brancos, mas até conseguirem tais igualdades, muito se deveu a conflitos civis e discriminações globalizadas.

   Por mais que levemos em conta o dito “as aparências enganam”, nós não nos acostumamos ainda que as pessoas podem ser diferentes da forma como pensamos que elas sejam, em alguns casos, a julgar pelo seu jeito.

   Quem hoje em dia não sente um certo medo de alguém com vestimento simples, cabelos pelas espáduas, andar despreocupado, estilo malandrão? Poderíamos estar a falar mal de um renomado escritor, um ativista de alguma comunidade ou algo semelhante. Prejulgamos as pessoas, neste caso, pela vestimenta.

    De Sórates a Karl Marx, e um exemplo brasileiro, Paulo Freire, em particular, qualquer um notaria um estilo desleixado ao rever estas figuras. A intelectualidade destes três diverge da aparência deles, mas o que são as aparências?

    Vislumbrar um corpo atlético onde todo mundo olha, que e incansavelmente trabalhado durante trinta anos, e que com a velhice, todos ficam com o mesmo aspecto rugoso, seja bonitos ou feios, é mais impactante do que ficarmos admirados por alguém ao esbanjar erudição.

   Da mesma forma, os colarinhos brancos, pessoas maléficas e de todo tipo de bandidagens não poupam uma idumentária acima de qualquer suspeita, até porque a aparência do bem vestido, trajes impecáveis, oratória invejável dão lugar a índoles criminosas, sem os menores pudores.

    Será que as aparências enganam? O que é mais fácil percebermos: encontrar uma secretária vistosa, de uma beleza contagiante, com feições de modelo, ou uma mulher mais madura, de aparência envelhecida, com silhueta simples de uma quarentona, mas às vezes dona de um conhecimento específico mais avançado do que muitas jovens?

     As aparências não enganam em certos aspectos, em outros são apenas faxada para tapar certas deformações ou deslizes que podem ser visíveis com uma análise mais aprofundada sobre ocaso.

 



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 13h54
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 O paitrocínio
 
  Sou praticante de corridas de rua, com algumas participações em rústicas, inclusive. Amador, é claro. Mas o que me motiva a corrrer é a perfomance que o corpo adquire com o passar do tempo, neste esporte que ganha cada vez mais adeptos. A corrida é um esporte saudável, com todos os benefícios como nosso aliado, quando bem seguidos corretamente. Mas nem tudo é motivo de risos para este esporte tão gratificante. Ao contrário, cada vez mais me entristece a maneira como esta modalidade é tratada pelas pessoas. A começar, aqueles que praticam como se sustento, profissionalizando-se, os chamados corredores de elite, enfrentam uma dificuldade tremenda, muitas vezes. Tive recentemente o privilégio de correr, em minha cidade, em minhas corridas rotineiras, com dois grandes atletas de rua, competidores de alto nível, experientes maratonistas. Perguntado por mim a respeito de patrocínios, um deles me disse, " eu tenho é paitrocínio", eu mesmo sou o patrocinador de mim, lembrando-se, em seguida, da única valorização que se dá no esporte no Brasil, o futebol.
 A corrida de rua está entre tantos outros esportes desprestigiados. O futebol é glamourizado, em detrimento de diversas modalidades esportivas. Alguém já reparou, ao ver um corredor em alta velocidade, a perfomance que faz ao correr? As pernas esticadas lembram um pulo de gafanhoto, tamanha é a elasticidade do movimento. Creio que nisto ninguém repara. Mas o drible do Ronaldinho todos veem. Ronaldinho nasceu com o talento inato. Um corredor de rua tem que trabalhar esta parte da elasticidade, alongando diariamente os músculos, para esticar os membros. Resultado: ser corredor de rua é mais sacrificante do que ser jogador de futebol.
 Quero chegar na questão da valorização do atletismo, que é pouquíssimo incentivado. Na verdade, é mais fácil pararmos na esquina de um terreno baldio para ver um jogo de futebol amador do que  acompanharmos, atentos, alguém correndo 21 km/h.  Parece que ninguém valoriza um atleta ao ver passá-lo em seus treinos diários, porque não nos chama atenção. Para nós. Mas para eles, cada treino é um suor transformado em desgaste, pouco reconhecidamente recompensado. Salvo uns e outros patrocínios como consolo, só.
 Se alguém, não costuma dar valor aos corredores, aí vai uma verdade. Para eles chegarem à elite da modalidade, têm de percorrerem pelo menos 10 km em 30 minutos, o equivalente a 1 km a cada três minutos. Parece puxado, né? Imagine, então, fazer esta média em uma maratona, de 42 km e algos.É desgastante, o organismo sofre, o atleta se desgasta em uma média de 10 anos a mais.
Mas isto tudo não é recompensado publicamente. A imprensa brasileira não cansa de exaltar o futebol como o único esporte merecedor de destaque em todos os meios de comunicação. É insignificante o espaço destinado ao tênis, basquete, e ginástica olímpica, por exemplo. Atletismo, então, nem se fala.
 Esta intenção da mídia é repassada às pessoas de forma integral. Porque em todos os lugares, o que predomina como esporte em quaisquer reuniões de amigos, é o futebol. "Ei, você viu ontem o jogo de Corinthians e Vasco?" Você viu a jogada do fulano no terceiro gol do São Paulo?".
 É fato, o que existe é a supervalorização do futebol, o que faz decaírem outros esportes na sua popularidade. Isto é refletido em competições esportivas, ou o Brasil não poderia se sobressair na São Silvestre?
  As vitórias africanas, em particularidade a do Quênia, vem marcando presença em quase todas as maratonas. Lá na África o atletismo é tao incentivado como o futebol aqui. Nós não poderíamos pegar o exemplo deles?
  Achei que a vitória de Frank Caldeira na maratona dos jogos Pan-americanos no Brasil, fosse mudar este quadro. Mas não. Após usar a palavra perfeita, uma verdadeira apoteose, dita pelo narrador Luis Roberto, parece que o atletismo ainda não teve a apoteose que merecia.É uma pena.



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 20h45
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      Um tabu natural
   Falar sobre sexo é um tabu natural. É, na verdade, um tabu milenar, inderrubável até hoje. Muita gente prefere desviar do tema, ou até mesmo repreender, não discutindo sobre as variações do assunto, que está, na verdade relacionado a muitos aspectos, decisivo em uma nação.
 Falar sem ser repreendido sobre o tema exige uma digressão inoportuna, porque muita gente entende que iniciar a falar sobre sexo está relacionado à incitação da prática sexual, o que é um erro. As pessoas mais conservadoras preferem deixar este tema a ser descoberto pelos mais jovens após do casamento, outros preferem nem tocar no assunto. Não entendo onde há o tabu nisto tudo, pois sexo não representa vida, a uma concepção de um novo ser? Que há de anormal nisto?
Por ora, falamos em morte, sobre a origem da vida, como tudo começou, que são temas relacionados a questões religiosas, e muitas vezes mais polêmicos, e, no entanto as pessoas falam normalmente, é claro que com certas alterações e fanatismos, mas não são assuntos renegados como o sexo.
   A sexualidade, ao começar a ser descoberta, gera a curiosidade entre os jovens. Muitos se arriscam nesta aventura, que, como resultado, geram algumas realidades, como ter filhos precocemente, abandonam os estudos e os lares, brigas entre famílias, muitos contraem doenças sexualmente transmissíveis.
   A culpa disto tudo é uma máscara que ainda não caiu, que se chama preconceito. Um preconceito dissimulado, na verdade, porque por mias repreensível que possa ser,  o sexo, a atração sexual entre si, faz parte da vida do ser humano, desde os tempos primatas, indiscutivelmente até hoje em dia.
   As crianças, quando afastadas das conversas de adultos, quando mandadas irem dormir na hora de cenas proibidas para menores de idade, estão sendo apenas adiadas de uma realidade, mas jamais afastadas, porque mais cedo ou mais tarde irão descobrir. O que deve gerar repulsa entre as pessoas, no tema relacionado, foram as práticas incestuosas entre pais e filhos, que culminou na história de Édipo Rei, escrito por Sófocles, interpretada por Freud para tratar de pessoas com atrações sexuais por familiares. Há outras espécies de condutas reprimidas, mas isto não quer dizer que todo mundo irá seguir tais práticas proibidas, se tomar conhecimento. O normal, na maioria dos casos, de certos atos, é a geração de repulsa e indignação.
Então, até quando trataremos sexo como um tabu?



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 15h49
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         Um novo mundo BBB
   O que causa mais indignação? Ficar confinado em uma casa, durante três meses, ilhado com dezessete pessoas sem saber nada o que passa no mundo afora ou ser conivente com este tipo de enclausuramento humano, na vontade de ver o que os participantes fazem durante 24 horas?
    O mundo está cada vez mais acelerado, é essa a impressão que causa a todos que vivem em uma sociedade cada vez mais eletrônica, tecnológica, onde o tempo gira mais rápido nos ponteiros.  Mas no mundo BBB a coisa parece diferente: foram raras, para não dizer inexistente, às vezes em que os confinados perguntaram a Pedro Bial o que está passando no fora da casa. Pode parecer que o que está acontecendo no lado de fora, neste momento, não repercute na vida de quem está isolado da sociedade em uma casa há algum tempo. Mas ao sair da casa, as coisas mudam. E o que era desnecessário saber para uns, se torna, agora, fundamental, porque já estão no meio da sociedade. Correta é a expressão usada por Bial ao se referir ao programa como “nave” BBB. Parece, mesmo, uma nave. Todos tripulantes parecem de outro mundo, que não sentem vontade em saber como é o planeta Terra.
     Afirmam que jornalista deve estar a par de todos os acontecimentos, mas parece que a presença do jornalista a frente dos participantes não aguça a curiosidade dos concorrentes em saber o que é destaque na imprensa.
     Como diz a música de Cazuza, “o tempo não para”, parece que parou, sim, ao entrarem na casa os participantes.



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 22h19
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        Por um Comtismo social
   Se obedecermos à ordem cronológica, social e tecnológica, veremos que a sociedade flui com o tempo, avançando conforme as descobertas. Assim, 1480 seria um retrocesso social comparado com os dias de hoje. Mas um fator merece exceção. É preciso reorganizar a sociedade. Para tal, torna-se fundamental mencionarmos o nome de Auguste Comte, pai da Sociologia. Comte acreditava, através de leis físicas, que a manutenção da ordem e do progresso social se dava através da estática e da dinâmica social. Lembremos que esta ordem confere às leis físicas, adaptada por Comte na sociologia. Para haver ordem na sociedade, era preciso ter uma estática- que vem a ser o corpo em repouso, logo a sociedade estará organizada; já a dinâmica afirma na fluidez dos corpos. Para tanto, a sociedade para progredir, precisa estar em movimento constante.
  Mas nos dias de hoje, as ideias de Comte parece não estarem fazendo efeito. Tudo se refere à ordem social. A sociedade está mais desorganizada do que nunca, devido ao avanço das taxas de natalidade, ao capitalismo cada vez mais presente, onde a competição gera um caos social, culminando em guerras e, diretamente, em desastres ambientais.
  É claro que não podemos culpar os resultados gerados pelos avanços sociais, já que são irreversíveis todo o poderio humanitário e tecnológico. É impossível retrocedermos neste ambiente cultural, mas se praticássemos uma nova ordem social, poderíamos amenizar o caos mundial. Depende de nossa vontade.
 O problema é que os órgãos mundiais não têm mais autoridade suficiente para controlar tal caos atual. A ONU não responde mais às forças beligerantes dos EUA há muito tempo, e isto causa um descrédito ao pensarmos em manutenção de ordem e uma nova formação social, que ao mesmo tempo progrida e que não seja conturbante.
 O que é uma sociedade ideal? O que é uma sociedade organizada? O que é um progresso? Progredir, se for um conceito que justifique um custo alheio, gerando catástrofes, valerá à pena? Será que a satisfação de uma minoria de um décimo da população compensaria o malogro de 90% da humanidade? Vejamos que esta não foi a ideia de ordem e progresso, transcrita em nossa bandeira, que projetou Comte.



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 18h50
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             Nossos dilemas

   Ao optar entre falarmos a verdade para não iludir a outrem, ou esconder os fatos para não magoar as pessoas , duelamos conosco um dilema: qual será a melhor solução para enfrentarmos os problemas? A mentira, se bem mantida ao longo dos anos, servirá como um pano para apenas para encobrir a verdade. Mas quando uma mentira deixa de compensar algo que está escondido às escuras e os fatos são expostos, poderá causar um triplo problema: a verdade revelada se tornou algo tão agravante, que se fosse dita antes, não escondida, poderia solucionar o caso, além de não magoar em tal proporção se fosse revelada.

 Este dilema pode ser resolvido baseando-se no nosso senso, onde a moral é, na suma das vezes, parte de uma consciência de cada indivíduo, que sabe o que é bom e o que é mal sem, no entanto, muitas vezes, aplicá-la. Mas um juízo de valor é o mesmo entre alguém que corrompe e aquele que segue uma atitude correta? Ambos chegaram a um acordo para si próprios, conscientes de seus atos ou será quea moral tornou-se oprimida?

 Já dizia Sócrates que era preciso bem pensar para bem viver. Será que esta premissa continua válida para os dias de hoje? Na política brasileira, virou  rotina o corrompimento público de nossos representantes. Mas nossa cidadania inoperante permite o esquecimento daquilo que para nós é comum, aonde deveríamos ter sentimento de indignação.O Brasil vive numa armadura medieval, onde a máscara de ferro impede de enxergarmos a verdade, encoberta agora não por pano, mas por demagogias onde acorrentam o senso da população. O problema é que as pessoas, de modo geral, vivem acorrentadas para o presente, sem olhar para o passado, que é o principal protagonista do futuro.

 



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 21h31
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 Isto é uma vergonha

 Boris Casoy apresentou o jornal da Band na semana passada, e uma frase sua causou indignação ao público. Após o aparecimento de dois garis desejando um feliz 2010, Casoy proferiu, sem saber que estava com o microfone ligado, a seguinte frase:"Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho."O âncora do Jornal da Band se retratou no dia seguinte, mas a impressão causou uma opinião constrangedora para toda a classe de garis, e revoltantes para milhares de brasileiros. Pedir desculpas no ar não basta porque a opinião afirmada dele a respeito sobre os garis foi dita às escondidas, o que reforça a ideia do que ele pensa.

Desde que adotou o jargão "isto é uma vergonha", o tão vergonhoso despautério não foi um erro, foi uma opinião por ele expressa voluntariamente. Erro seria se ele pronunciasse  alguma errata ao vivo, distorcendo os fatos.

 O que pretende um formador de opinião ao rebaixar uma classe trabalhista? 

 O que está em questão é uma segunda imagem de uma pessoa que teve, através do microfone, sua máscara derrubada. Um jornalismo que emite opinião deve, além  de ter cuidado com o que diz, necessita de cautela e alto rigor para credenciar pessoas a âncoras.

 Estaria em questão, se fosse Collor ou Sarney que estivessem desejando um feliz 2010, o apresentador teria uma atitude parecida? Não ressaltemos agora o nível trabalhista, mas a conduta e a moral destes personagens da política brasileira não estariam passíveis de críticas e deboches a um nível simillar.

  Casoy deturpou a principal função do jornalismo: esclarecer as pessoas. Sua atitude revigora conceitos de desprezo a classes sociais desfavorecidas.

 



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 23h47
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                 Natal, única época para refletir

     Já não é de causar mais espanto as pessoas suplicarem seus últimos votos de esperança no natal.As pessoas são devoatas de um mundo melhor não mais o ano inteiro, mas somente nas semanas que antecedem o natal.

     Um exemplo são aquelas esperanças e bla, blá, blá, votos de um natal confraternizador . É indubitável a sobrecarga que o dia 25 de dezembro recebe: desde uma reflexão singela até a confraternização com seus entes. É isto aí! Natal, época de reflexão. Um palavrão filosófico, ou melhor, no mundo filosófico. É emblemático termos um natal filosófico à beira de platônicos, socráticos e estruturalistas, ao invés de brindar com um baita espumante, se quisermos levar em conta o natal, época para refletir.

    Nós somos responsáveis por nossos atos. Esta máxima nos acompanha até o fim de nossas vidas. O natal serve para refletirmos sobre nossas atitudes. Mas nossas ações não acontecem todos os dias? Precisamos somente no natal refletir nossas atitudes anuais?

   Não existe mais natal. Há, sim, um comércio dilacerador, onde o Papai Noel tomou o lugar de Jesus Cristo. Para exercício de "reflexão",  uma pergunta: "Quantas vezes a imagem de Cristo foi substituída pela do bom velhinho?

   Então, o natal continua sendo aquela mesma celebração do nascimento de Cristo?



Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 22h18
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