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A deturpação da fruta A fruta tem sua função vital, mas está sendo deturpada gradativamente. Isto porque ela faz parte de dizeres, meios e atitudes pouco convencionais na nossa sociedade. A laranja, por exemplo. Sempre quando há algo maléfico, tanto feito por pessoas e suas atitudes, quanto tudo que esteja ao nosso redor, chamamos "laranja podre". Isso, sem contar, quando há um grande problema a ser resolvido, já falamos que temos um abacaxi pra descascar. Quer dizer que nossos problemas, muitas vezes causados pelo ser humano, é descontado no sentido figurativo às frutas. Mas as deturpações das frutas não param por aí. Nas festas bacanais, por exemplo, em nome de Baco, o Deus do vinho, o que mais tinha na festa era uva, na condição de vinho, é claro. Já se tem em mente aquele conceito orgiástico ligado ao vinho, relacionado à fruta. Já desconfio de quem vai à fruteira, comprar abacaxi, manga, laranja, essas coisas ácidas. É pra adocicarem aquela vodka, ou o vinho. Claro, que digo isto por já ter presenciado esta mistura, que não é incomum, como muitos imaginam. A fruta serve de fonte de reposição de energias para qualquer desgaste do organismo, muito recomendado seu uso para atletas, mas quem diria, ela vem sendo deturpada de todas as formas.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 00h06
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Poder fatal Já foram criados vários artifícios de guerra- mísseis, bombas, armas químicas, biológicas, e até a bomba atômica. Mas de todo aparato já inventado para atingir um determinado alvo, nenhum supera o da sedução. Isto porque a sedução usa um misto de armamento psicológico, sexual e de diálogo. É um dos piores venenos quando usada como forma de desmoronar psicologicamente a presa, ao ponto de deixá-la sem reação. As armas, estas que matam em potencial de massa, penso eu, são eficazes, mas não com um poder de destruição completo, em relação à sedução, que, quando usada de forma malévola contra o alvo, atormenta, deprime, causa danos psicológicos, causa uma variante de problemas.Isto porque a sedução é uma estratégia e tanto para quem seduz, sabendo utilizá-la. É mais difícil para o alvo , saber quando está sendo seduzido, estudado, por uma pessoa atraente, para depois atacar seu ponto fraco, e percebê-lo, quando poderá ser tarde demais. A sedução é mais uma arma destrutível usada pelo sedutor, do que uma forma notada pelo alvo, que muitas vezes não repara nas intenções de outrem. A parte cruel da sedução, é quando esta é usada de forma criminosa, quando seduzir servirá como artifício de se apossar de bens da vítima, que indefesa, muitas vezes sem reação, cai num mar de desespero. Arruína sua vida social, psicológica, profissional, enfim, a destroi completamente.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 12h09
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Crianças, o futuro da nação Querem responsabilizar as crianças. No Brasil, virou moda dizer que as crianças são o futuro do país. Já não bastasse a opção religiosa a seguir forçosamente desde cedo, as crianças não encontram mais escapatória: têm de suprirem o desafio de serem as esperanças do futuro. Ideia equivocada. Para começar, para um país progredir, é preciso da cooperação de todos. Atribui-se o país do futuro ao Brasil. Será que não seria um artifício para escapar dos compromissos do presente, e levando-se em conta o país do futuro, atribuirmos responsabilidade indevida a algo que poderia ser feito agora? Cooperação é a palavra-chave, ainda mais em um país que necessita de um empreendedorismo urgente. Portanto, falar em futuro é negar o presente, uma demagogia que está escancarada há anos, e de tal premissa nada muda. O país fica estagnado. As crianças recebem muitas imposições morais e civis, incompatível, muitas vezes, com seus discernimentos, o que acaba frustrando-as. Qual seria o real sentido de pregar tal responsabilidade? Aposta na juventude desde cedo, com ânimo recém constituído, novo, ou uma desculpa um tanto pretensiosa para uma inércia governamental? A responsabilidade cabe a todos, aos adultos que movimentam a economia do país, aos economicamente ativos, empreendedores, pessoas com formação capaz de gerir sua própria subsistência, e com isso, ajudar no crescimento econômico de sua região. Até porque criança, se comparável com idosos, são fontes de economia parelhas um com o outro, tendo em vista que ambos estão fora de qualquer atividade que gere renda, salvas raras exceções.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 10h59
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Revolução na TV, já!
Pensava em escrever sobre o cinema na tv aberta, mas devo ressaltar que é um tema um tanto restrito, se minha pretensão é falar sobre a programação da tv brasileira. Um exercício para um aborrecimento constante, um tanto quanto enfadonho, é assistir tv aberta final de semana. Filmes bons, esporadicamente são exibidos em quaisquer tvs. Sábado e domingo, para um exercício desalentador, a variedade cinematográfica e de qualidade fica abaixo da espextativa. Neste ponto de vista, cansei ver filmes repetitivos, um exercício para a memória visual.Está em “moda” passar, agora, o filme De volta à lagoa azul. Decorei cada cena do filme. A variedade cinmematográfica é vastíssima, no entanto, o que vemos na tv deixa uma ideia contrária. Não sou cinéfilo, por culpa da tv aberta. Sei que existem inúmeros filmes que foram exibidos há cinco anos no cinema, depois de disponíveis nas locadoras, e até hoje a tevê aberta insiste em passar um linha de regressão ao tempo, um exercício saudosita, principalmente aos sábados. A variedade da programação, é, na maioria das vezes, muito aquém do que o esperado em um país com um ministério que preze um salto no nível educacional. Já ressaltei, aqui, o nível da programação brasileira. Não faço nenhum exercício paternalista, meu olhar é crítico. Um olhar crítico, sim, mas não radical. Poderíamos praticar nosso poder que temos na teoria, mas não realizamos na prática. Hugo Chávez retirou do ar a emissora venezuelana RCTV. Não que tenhamos que fazer o mesmo, pois isto é um atentado a um dos principais direitos do homem- a informação, mas sim atuarmos em massa em nome de um pensamento diferente. Se a Globo tem autonomia para liderar a saída de entidades para se desvincularem da 1ª Conferência Nacional da Comunicação, cinéfilos e educadores não poderiam ser também mais atuantes?
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 10h37
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Sozinho e sozinhos Frequentemente vemos críticas aos que dão risada e até mesmo aos que falam sozinho.Dizem que quem ri e fala sozinho é, na verdade, um louco. São críticas muitas vezes descabidas, porque tudo às vezes não passa de um equívoco causado por uma falta de análise aprofundada de quem critica os sozinhos da vida. Para começar, há um eterno combate contra os que não se socializam.Queria começar falando sobre o coneito de solteiro e caso.Quem é solteir, é porque é solto na vida? Não consta no dicionário Houaiss, é certo, na etmologia, que solteiro advenha de tal entendimento. Mas não dá a entender? O emprego da palavra poderá constranger quem é solteiro, e ao mesmo tempo, seja solitário e caseiro, o que contradiria a palavra solteiro. Agora, vejamos, quem é casado já tem uma denominação mais moderada.São os que vivem em casa e para a casa? Será? Não apostaria nesta ideia, nos dias de hoje, porque os casais não têm mais aquela formação conservadora de antigamente. Há, inclusive, muitos solteiros mais dedicados ao lar que muitos casados. Outra ideia errada, que deve ser rebatida, é a crítica aos que riem e falam sozinhos. Proponho a seguinte análise para rebater o tema. O ser humano se difere dos demais animais pela sua capacidade de pensar. Para começar, temos memória. Quem não se lembra de algo extraordinário que lhe aconteceu há algum tempo, e que venha à memória agora?As pessoas, por impluso, começam a rir, motivadas pela reação ao se lembrarem, é uma coisa guardada no pensamento. Creio que os que dizem que alguém é louco porque ri sozinho não analisou profundamente o caso. São expressões, que na certa, perduram há anos, e armazenam tal concepção sem rebatê-la, não analisando a questão, mas verbalizando-na. A questão de a pessoa rir sozinha é outra análise pouco aprofundada pelos críticos da "loucura". É, também, simples rebatê-la.Trata-se de uma situação social. As pessoas, desde que evoluíram, vivem em grupos. Todo mundo necessita do convívio social para conversar, enfim, expor suas ideias e escutá-las. A falta de socialização seria uma das cusas porque algumas pessoas acham estranho outras rirem e falarem sozinhas? Na verdade, fazemos quase tudo em grupo, reunidos, para participar de acontecimentos ocorridos conosco, porque faz parte da comunicação em sociedade. Aos solitários, que vivem recolhidos, minha compreensão. Falar sozinho é um momento de paz individual.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 13h04
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A TV emburrece A televisão é o meio de comunicação mais sintético. Trata das coisas de uma forma pouco conveniente para uma sociedade esclarecida. Na verdade, quem se informa somente através da televisão, fica alienado, mentecapta e outro qualquer sinônimo que torne o telespectador passível de influências. Analisando algumas programações da TV aberta, posso chega à conclusão: domingo é o dia do atentado para uma submissão de massa, uma exploração aos alienados. A questão vai além de gostos, passando a ser questões culturais, um assunto complexo que gera divergências. Mas se fôssemos só tratar da televisão como meio que se adequa de acordo com a opção cultural de nós, brasileiros, podemos chegar à conclusão de que possuímos um lixo cultural a ser combatido. Programas que expressam gostos das pessoas, é o esboço real de nossa cultura ou somos submetidos ao gosto imposto pela tevê numa sociedade democrática? Programas educativos andam em baixa em canais abertos. A TV brasileira preconiza a inacessibilidade do público a estes programas exibindo em horários impróprios, quase ao amanhecer, gerando uma audiência de baixíssimo alcance.Terá uma emissora a pretensão de se preocupar com a formação do público, exibindo uma programação cultural inacessível? É evidente que muitos canais de TV aberta no Brasil não preocupam com a formação intelectual do telespectador brasileiro.O horário nobre de muitas emissoras é distribuido com programações que estimulam a aberração cultural, que ao contagiar as pessoas, tornará um ciclo de degradação intelectual cada vez maior.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 14h05
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O cidadão é um pária Na hierarquia social, o cidadão é tratado, no final de contas, como um estrume. É o pária de uma pátria de vários donos. Deveríamos ser tratados com direito a um tapete vermelho, ao invés de tamanhas humilhações sofridas neste Brasil afora. Somos excluídos de quaisquer interesses que represente a vontade parlamentar, somos incapacitados de exigir nossos diretos, não nos rebelamos, porque somos os bons patrões de nossos subalternos. O cidadão é a verdadeira autoridade, só que ele não se dá conta disto, ou porque nós não queremos? Quem emprega os representantes no poder e paga seus dissídios somos nós, a cada quatro anos. O povo brasileiro é daqueles empregados desleixados que não se lembra em quem votou na última eleição. Seria o mesmo que o patrão não saber o nome dos funcionários em sua empresa. Podemos pensar em um país do futuro com uma população que ignore quem enxerta no poder? Será que fazemos jus ao que está escrito na bandeira, ou estamos bagunçando o progresso e desordenando nosso país? Isto é um caos, este é o nome distópico que nem precisa ser escrito em lugar algum, porque carregamos diariamente. Na verdade, somos desacatados diariamente. Desacato à autoridade há, e não é somente com o agente de Estado ou qualquer outra autoridade. Madrugar em filas do Sistema Único de Saúde, estar em leitos improvisados, agonizando por uma espera de atendimento, hospitais superlotados, burocracias para um transplante de órgão, não seriam alguns exemplos de desrespeito ao cidadão? Um civil, mas com autoridade de dar voz ao poder, ir às ruas e pedir a cabeça do governo, de ser um dissidente nos momentos de repulsa e não ignorar fatos. Só estamos um pouco acima da época do voto cabresto. A diferença é que nós “empregamos” aqueles que, com todo o direito do cidadão, poderíamos demiti-los por justa causa. Não estamos muito separados politicamente do tempo do coronelismo, porque ainda há, só que em novas versões. Do coronelismo surgiu o nepotismo, ambos empregados de forma um pouco diferente, mas no fundo nada mudou. O Brasil é governado por uma distopia chamada caos que, ao contrário da utopia, a distopia conceitua o cotidiano atual de uma civilização, sem viés utópico. Precisaremos de um caos distópico para acordarmos de uma utopia estampada na bandeira?
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 23h38
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A vida está abaixo da lei O caso Jean Charles de Menezes está, ao que tudo indica, dado por encerrado. Mas quero destacar, aqui, algumas considerações. Parece-me que a vida perdeu o valor mais sagrado existente na terra. Não me refiro somente à maneira impiedosa no qual o brasileiro foi morto no metrô Stockwell, em Londres. Há algo superior à vida de uma pessoa. O caso de um mineiro eletricista leva à tona algo a ser ressaltado: terá a Legislação de qualquer nação um contraponto que rebata casos falhos de qualquer sistema do governo? Já não me surpreende mais com o que acontece aqui no país, mas o caso não é este. Um país como a França que se localiza em um continente de Primeiro Mundo, segundo o FMI, sendo a oitava economia mundial, junto com a Alemanha e Inglaterra, são três fortes concorrentes à liderança econômica da União Europeia, tratará temas cruciais como direito à vida e à segurança como secundários? Queria isolar o caso do despreparo da polícia brasileira, mas acho que se tal crime acontecesse no Brasil, o caso ganharia outra dimensão. Não digo que as leis de um país prevaleçam com maior importância a um indivíduo do que a outro, não é isso. É questão de indignação, e não de banalização. Matar um inocente parece tão comum hoje em dia, que lágrimas e confrontos entre manifestantes e policiais já é algo visto como apenas um caso a mais. Alguns sites de notícias destacaram morte por engano. Diria mais que engano: uma leviandade cometida por agentes que não têm condições de fazer tal abordagem a um civil qualquer. Claro que uma notícia deve ser imparcial, desprovida de emoção, mas a repercussão dos comentários não esteve aquém do esperado? A indignação, quando une sentimentos, se torna mais forte, homogênea, onde o espírito de uma meta se torna mais possivelmente ser alcançada. Faltou tal indignação partindo da imprensa brasileira, para que repercutisse no sentimento da população em geral. A opinião pública tem a carta na manga para dar o ponto de partida a casos que não devem ser lembrados como apenas mais um. Será que seriam necessários sete tiros para dar por vencido um suspeito? Ou melhor, não, seria necessário atirar em um suspeito para deixá-lo indefeso? A SWAT tem a capacidade de imobilizar um infrator, qualquer seja, em menos de um segundo. Não poderia a Polícia Metropolitana utilizar a abordagem da imobilização, garantindo a integridade física do acusado, até ser confirmada tal suspeita? Lidar com situações parecidas como a de Jean Charles, confundido com terrorista, deveria servir de alerta para futuras abordagens policiais, e não como só mais um caso fatal. Outra circunstância que podemos reparar é a falta de semelhança entre Jean Charles e o terrorista, no qual ele foi comparado. Nota-se que o brasileiro é branco, diferentemente de Hussain Osman, negro e de feições desiguais. Aparências à parte, o que é valor da vida para quem decide matar e aos que decidem inocentar ao invés de culpar?
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 19h16
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A arte do improviso O improviso é, na sua maioria das vezes, crucial na vida das pessoas. É algo capaz de taxar-nos positiva ou negativamente, no decorrer de nossas vidas. Os mestres do improviso são os que sabem tirar de letra certas situações inusitadas. Um exemplo disto são aqueles trovadores que sabem, no exato momento, quando solicitados, a declamarem rimas gauchescas em qualquer situação. Eles deveriam ser homenageados, lembrados, destacados nacionalmente. É uma façanha. Outras improvisações geram constrangimento, desde que quem fale não consiga desenvolver o tema. São, às vezes, uma ou duas palavras que fazem a diferença. Um exemplo disto são aquelas entrevistas em que a pessoa entrevistada naquele diálogo que flui, acaba trancando as palavras. O palavrório é uma marca fixa em qualquer situação. Homens públicos sabem bem do que se trata. Época de eleição, então, o improviso é um manjar dos deuses, se bem utilizado. Dois tipos profissionais que considero eternos improvisadores são locutores de futebol e atores de teatro. Este último não tem o recurso de voltar, regravar. Eles são dinâmicos, mais do que isso, têm uma audácia de saber desenvolver o tema com passagens que não estejam ligadas à cena. Os locutores esportivos têm, antes de tudo, um forte aliado- saber o que falar. Eles falam rápido, e têm, na sua maioria das vezes, um vocabulário riquíssimo. Salvo algumas exceções, eles são outros grandes mestres do improviso. “Palavras como “suspendeu”, avançando no comando”, “passando pela meia direita”, ao narrar um jogo, parece algo familiares a eles, mas não queiramos estar na pele destes profissionais, ao segurarem um microfone, ao vivo. Narrador esportivo deveria, pelo menos, ganhar um décimo do que ganha um Ronaldo da vida, já que a emoção do gol passa pela boca de quem o narra. Quem sabe lidar no improviso, torna um tema emocionante, independente do assunto, ou ao menos, agradável. O narrador que consegue isso, ou até mesmo um trovador, e porque não um ator de teatro, são os verdadeiros atores da fala, os profissionais que sabem guiar o público em uma boa conversação.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 23h24
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Sou americano Sou americano, e daí? Somos todos americanos, só que cortaram o mapa. Mudaram o rumo da história, porque somos americanos e não somos estadunidenses, sacou? Somos americanos, brasileiros, latino-americanos, sul-americanos, enfim, somos a relação de todo povo americano porque nascemos na América, não somos ianques, não somos necessariamente nascidos no país mais rico do mundo para semos americanos. Quem botou essa generalização imbecil na cabeça de todo mundo? Sei que é mais difícil pronunciar foneticamente norte-americano. Opa! Canadá também é América, no entanto nos referimos a eles por canadenses. Não de norte-americanos, se estão acima dos Estados Unidos geograficamente. Os Estados Unidos dividiu o mundo em faces. Agora somos sub- denominação americana, somos párias da América. Nós não temos mais pátria no continente americano. Somos o quintal dos Estados Unidos, os escombros da Ditadura verbal, econômica e dominadora há séculos. Os Estados Unidos venceram URSS, agora estão dominando a América, querem dominar o mundo. O inglês é a língua mais influente, mas não a mais falada. Os EUA ditam tudo mesmo. No fim, a América vai virar Estados Unidos do Sul, Estado Unidos Central e Estados Unidos do Norte. Não iremos mais colocar EUA. Somente E.U. América será uma redundância para os Estados Unidos. Meu país será apenas meu país. Para que estudar os países americanos no colégio, falemos somente dos Estados Unidos. Não preciso tomar Cola-cola nem comer no Mc Donald’s, tampouco falar inglês, porque sei que sou americano de qualquer jeito, perifericamente, mas sou.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 00h20
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Uma resposta ao Brasil Tenho a impressão de estarmos em Marte, talvez na Lua, mas nós não estamos no Brasil. Esta impressão ressalta o tema da música Que país é este, do Legião Urbana. Pois bem, não estamos em país algum, estamos mitologicamente falando de Brasil. O Brasil é um país que mais parece uma mitologia moderna, onde a imaginação do outro mundo rola à solta. A música começa com “nas favelas, no Senado, sujeira para todo o lado”. Será que há só sujeira no Brasil? Custo a acreditar que o Brasil existe da forma como os vemos. Não falo de um Brasil imundo, sem nada limpo. Refiro-me a um país pouco aproveitado, pouco explorado e pouco diversificado por seu povo. Diversidade cultural, social e etnológica, sim, existe, mas nós não a diversificamos, porque costumamos tratar o brasileiro sempre da mesma forma. Um exemplo é o índio. A vida natural que ele leva. Todo mundo tem a base o índio por volta de 1500. Conceito mais antigo, este. Vamos analisar o índio de outra forma, porque ele é o que é hoje? Nós ainda não escavamos o Brasil, falta muita água ainda a ser encontrada nele. O que temos é um lago, perto do que poderíamos ter encontrado. Pouco sabemos de nossas raízes. O índio, na verdade, serviu de escolta dos colonos para defender as terras exploradas contra invasores. Este anseio do índio com a natureza vem da sua origem. O índio é o sujeito mais simplista que eu conheço. Prova é que ele conceitua o animal, qualquer animal que seja portador de alma, e da mesma capacidade intelectual que o homem. O negro era dos mais bem tratados na época colonizadora. Eles comiam melhor que os senhores. Eles eram fortes, tinham uma estirpe duradoura. Conhecemos o negro pelo escravo dilacerado pelos laços. Só essa visão que temos? O Brasil precisa ser explorado por nós, assim como vieram os portugueses e se apoderaram de nossas riquezas. Temos que ter o ímpeto de um caçador, o fôlego de uma criança e a curiosidade de quem tem sede de saber.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 00h11
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Queria um português facultativo A tão polêmica reforma ortográfica deveria ser banida. Aliás, queria que mais da metade das regras da língua portuguesa fossem banidas. Regra em excesso causa chatice. Tinha que existir uma vanguarda no Brasil, em defesa do português usual. Não da linguagem desencontrada entre uns, e conhecida por outros. Deveria ter o Movimento Pró Novo Português, que não causasse utopia, mas sim um sentimento de ideal. Pena. Nós, brasileiros, não temos esse sentimento de cooperativismo unificador de norte a sul. A gente cai em resignação, e ficamos calados. O português se estivesse nas mãos dos anarquistas, já estaria mudado e vulgarizado há muito tempo. Mais uma razão para os anarquistas, aderirem a uma causa estudantil pouco respeitada: viva um novo português! Vamos banir da lista os hífens, e coloquemos o seu emprego facultativo. Aí, ninguém mais se ferra nos concursos públicos. Crase para quê? Ir à casa de só causa confusão. O português deveria ser escrito como se escreve. Adeus mesóclise, ênclise próclise. Para qual motivo a distinção de pronúncias abertas e fechadas? Só para uns corrigirem aos outros? Mudemos nosso jeito de falar. Deveríamos sindicalizar a Língua Portuguesa. Soltemos a panfletagem às ruas e aderiremos o povo a uma única causa: Viva um novo português! Viva!... Fora o desencontro gramatical.. Fora! Quisera eu que tivéssemos tal espírito revolucionário, mas não passará de utopia, eu sei, porque a maldita formalidade excludente sempre predominou em toda parte. Todos nós entendemos a forma de transmissão de uma ideia, basta falar português claro. Formalidade só estraga, deixa de fora espíritos restauradores, aqueles que têm a vontade de mudar as coisas. O português revolucionário poderia ser inspirador de um novo movimento que trouxesse à tona sentimentos de nostalgia. Mudar os verbetes, a regra ortográfica, tudo isso geraria uma inspiração musical, artística, intelectual e viva um novo Brasil. Queria um novo Brasil que não causasse constrangimento gramatical às pessoas, ao conjugarem mal, sem querer, um verbo. Para que doze formas de conjugar o verbo? Bastasse só uma, que seria a nossa vontade de conjugá-los ou não, aí ninguém zombaria de ninguém, não causaria constrangimento, porque o Português seria unificado de vez.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 20h29
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Quando ler perde a motivação Muito tem se falado sobre o quanto é desprazeroso contar o final de um livro. Mas para mim, mais desprazeroso ainda, é conhecer o desenvolvimento do enredo, antes mesmo de iniciar a leitura. Procurei sempre fugir de subsídios que ofereçam apoios a leituras clássicas ou nem tão clássicas assim. É uma forma de sermos influenciados numa segunda narrativa, a de quem critica o livro, a termos uma abordagem sobre o tema. Com algumas ressalvas, sempre procuro me aprofundar sobre certos livros depois que o leio. Exemplo: já pesquisei sobre o Moll Flanders, de Daniel Defoe, narrado na primeira pessoa, conta a história... Enfim, vai perder a graça se eu contar. Dois livros que se valeram de apoio para minhas leituras, foram Ésquilo Prometeu Acorrentado, de Sófocles, que desenvolveu a teoria do Complexo de Édipo, e Idade da Razão, de Sartre, um baita romance sobre a liberdade do homem. São leituras envolta de certa psicologia que deve ser analisada por um terceiro recurso- comentário aprofundado de quem o le. Mas fora tais exceções, sempre achei que nós mesmos devemos ter nosso próprio entendimento sobre certos livros- estes, claro, quando não analisem uma profundeza da natureza humana e social. Acho que os críticos literários devem ter o maior cuidado possível sobre como criticar uma obra. Cuidado para não contar o desenvolvimento do livro ao leitor, de forma que este não tire suas interpretações prévias antes de lê-lo, é uma. O cinema preza muito este método de não contar o final de um filme. Pouco se tem dito a respeito de um livro. O livro tem uma profundidade muito mais analítica de que o cinema, porque aquele raramente tem imagens, ao contrário deste. Além do mais, falar sobre um livro seria debater primeiro a vida de um autor. A sua biografia deveria ser prezada, visto que ele possivelmente sempre dará o mesmo suporte a um que deu a outro.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 14h56
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Internet emburrece? A internet tem várias faces, mas uma sempre se destacou: a rapidez. Mas com a rapidez podemos fazer várias coisas na internet, como por exemplo, ver um vídeo de cinco minutos no youtube, ler e responder os e-mails, ficar inteirado a respeito do mundo afora. Mas pouco se fala da sua forma como é usada. Afinal, a internet emburrece? Para uns, ela cria certa impaciência. A sensação da rapidez, associada ao mundo moderno nos torna reféns da instantaneidade. Todos nós queremos ver as coisas no mais rápido possível, porque estamos numa teia ligada onde tudo acontece rapidamente. Entra aí um novo paradigma da internet, não mais a rapidez, mas a sim a forma como ela é usada. Usa-se internet na maioria das vezes como forma de diversão. Baixar músicas, conversar no MSN, ver o Orkut, etc e tal. Muita gente acha uma tremenda perdição ler por dez minutos um artigo de Lytoard sobre Pós-modernismo, no entanto, não se cansam de ficar três horas ficar no MSN. O que está em questão não é a ferramenta, mas sim o uso que fazemos dela, pois nós a manipulamos, e nós a executamos, portanto temos a autonomia de gerenciá-la. O desafio seria tornar temas cultos mais popularizados. Mas para isso seria necessário fazer uma desconstrução. É difícil encontrar um tema que fale sobre a influência da arte no pensamento moderno, sem enaltecer a vaidade de quem a escreve. Isto porque escrever um tema culto está ligado a uma forma de linguagem direcionada a um público restrito, automaticamente suposto que serão as elites. Essa forma de pensar deveria ser pensada de pilares em pilares, pois a internet dita um novo jogo chamado rapidez. Eu, por exemplo, não teria paciência de ficar consultando dicionário a cada palavra numa tela de computador. Isto afasta o leitor. O tema não é mais se ela emburrece, mas será que a maneira como a utilizamos deveria ser mudada para outros fins?
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 21h01
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Um bom negócio Ser pessimista é uma virtude. É uma defesa contra surpresas que o destino nos prega. O objetivo de conquistar as coisas, sempre gera otimismo. Mas o otimismo gera, certas vezes, conflito com a realidade, quando esta se apresenta de maneira inesperada. Ser pessimista é mais do que uma virtude, e uma proeza inigualável contra os abatimentos, a angústia, um antídoto contra a sensação de fracasso. Amparo-me a um conceito único que, quando colocado em prática, vigora melhor a um mundo real de hoje em dia do que qualquer outra noção otimista que tenho conhecimento. Para começar, o otimismo gera uma sensação de desligamento com o mundo real, uma ruptura do que é real e o que é sonho. O otimista sempre irá ver o mundo de acordo com seu desejo, independente das condições reais deste. No fim, o abatimento pode muitas vezes ser maior do que uma motivação construída para alcançar o objetivo não conquistado. Hoje em dia, viver nas nuvens é um banho de água fria em quem pensa construir as coisas pensando sempre nas mil maravilhas. Os pessimistas partem da suposição do não e do impossível para construírem suas metas. Eles têm os pés no chão, e se suas apostas se concretizarem, terão sempre presença de espírito ao se defrontarem com suas etapas não vencidas. Eles, sim, não vivem num mar de ilusão. Fazer as coisas pensando que não irá dar certo, e fazê-las com cautela, não apostando todas as fichas do jogo precipitadamente naquele objetivo, que às vezes, será intransponível. Ser pessimista é um bom negócio. Luis Fernando, estudante de Jornalismo.
Escrito por Repórter Fonte Dinâmica às 21h39
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